O militar da reserva vinha externando o desejo de concorrer à Presidência desde 2014. Há 27 anos no Congresso, Jair Messias Bolsonaro, 62 anos, anunciou em março de 2016 a pré-candidatura pelo PSC, mas desavenças com o presidente da sigla, Pastor Everaldo, fizeram o deputado federal buscar um novo partido para se lançar ao cargo.

Bolsonaro afirma que o prazo limite para deixar o PSC é março de 2018, quando está marcada a próxima “janela partidária” – um projeto de reforma política pretende antecipar o prazo. O deputado já teve conversas com o PSDC, de José Maria Eymael, o PHS e o Muda Brasil, um projeto de partido capitaneado por Valdemar Costa Neto, condenado no Mensalão.

Apesar de flertar com siglas nanicas, Bolsonaro afirma que conseguirá vencer a eleição sem ter tempo de televisão nem fundo partidário. “As redes sociais terão um peso muito grande aqui no Brasil. Estou apostando que irá para o segundo turno quem tiver 22% das intenções de votos. O horário gratuito tem a sua importância, mas está perdendo força. Se eu for para o segundo turno, todo mundo estará em situação de igualdade.”

O deputado federal diz que a candidatura à Presidência é “uma missão de Deus” e que considera um “absurdo” ser classificado como um político de extrema direita por conta de seus posicionamentos conservadores e do apreço que nutre pela ditadura militar (1964-1985). A base de sua plataforma política, diz, será “diminuir a temperatura da questão da segurança no país”.

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